Viste um filme e parece-te que pode ser interessante partilhá-lo na catequese. Mas, não sabes se é boa ideia ou se serás capaz de fazê-lo. Neste artigo damos-te algumas dicas.

Estudar o DVD antes de o passar na catequese

Antes de passar um DVD na catequese, é “obrigatório” fazer uma introdução e uma motivação. O mínimo que se pede é que o catequista já tenha visto o DVD com calma.

Deixar de lado os preconceitos

Cada um de nós começa por “ver” o filme com os seus próprios preconceitos. Mas é importante deixá-los em suspenso. Só assim conseguiremos detetar a sua riqueza de significados.

Por exemplo, se percebes que um filme bíblico tem “erros” podes ajudar o grupo a perceber isso, promovendo o confronto com a Bíblia. O que, além, do mais, faz crescer o sentido crítico.

 Adeus, até à vista

Depois de vermos o DVD, não podemos simplesmente desligar o ecrã e irmo-nos embora. O importante do DVD para a catequese é a exploração que se pode fazer depois do visionamento!

Para que cada um se possa exprimir melhor, convém dar algum tempo de reflexão individual. Usando ou não algumas questões para ajudar a arrumar as ideias. Assim, até os mais tímidos terão condições para dizer algo. E a partilha entre todos será mais rica.

Primeiro lugar às emoções

A qualidade do diálogo sobre um filme decide-se logo na primeira pergunta. Se começamos por pôr questões intelectuais, perdemos a atenção de uma boa parte do grupo de catequese. Vamos começar por perguntar pelo que sentimos diante desta ou daquela imagem. A emoção é a porta de entrada: o que sentiste? Do que gostaste? O que é que te comoveu? O que é que te revoltou? Só depois desta primeira abordagem podermos passar às perguntas mais sérias.

Nem todos viram o mesmo filme

As imagens e os sons são sentidos por cada um de forma diferente. Não é só com os olhos e os ouvidos que assistimos a um DVD. Também o fazemos com a nossa memória e com a educação recebida. Uma criança que esteve internada num hospital “vê” um filme com cenas no hospital de forma diferente das outras crianças.

O catequista pode gostar de um filme porque transmite uma mensagem que acha certa. Mas é sempre possível que essa mensagem não seja percebida pelas crianças. Ou pode acontecer que elas detetem mensagens que passaram invisíveis ao catequista. Para ultrapassar este equívoco é importante dar espaço a todas as interpretações. E permitir o seu confronto.

Sempre o mesmo, não!

Principalmente quando se trata de filmes bíblicos, o catequista pode cair na tentação de repetir inúmeras vezes o mesmo DVD. É importante cariar o mais possível. A novidade abre a atenção. Propor um único tipo de imagem de Jesus restringe a imaginação e a riqueza de ideias. Há anos, quando apareceu “A paixão” de Mel Gibson, esse filme era usado a propósito e a despropósito em todos os grupos. Mesmo que fosse para falar do Natal….

Sem medo aos desenhos animados

Pode ser útil na catequese abrir algum espaço para que as crianças tragam os seus desenhos animados preferidos . Claro que isto não deve ser visto como um truque para passar o tempo nem para captar a benevolência dos catequizandos. Vermos juntos, em contexto de catequese aquilo que se vê em casa pode ser uma boa maneira de ganhar sentido crítico. E se o catequista estiver bem preparado, pode-se tentar um trabalho de detetar valores e mensagens cristãs mesmo nos filmes mais “comerciais”.

Uma variante a fazer com crianças mais velhas ou com adolescentes é fazer um visionamento dos desenhos animados que eles viam quando mais novos.

Meter os pais oa barulho

Alguns catequistas enchem-se de coragem e convidam os para  “discutir” cinema. Juntam-se e procuram estratégias para ver filmes em família. Não se trata de fundar um clube de cinéfilos. Trata-se de ajudar os pais a descobrir a elevada qualidade que pode ter um filme em família. E também o papel que os pais podem ter em ajudar os filhos a aprofundarem o significado e as mensagens do filme. 

 Artigo originalmente publicado na Revista Catequistas nº82 (Outubro 2012)

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