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É desafiante a mística deste Domingo da Santíssima Trindade.

Quem não quer habitar um lar onde haja amor, onde a transparência das relações se cruzem tenuemente e se relaxem com tanta lentidão que o outro é sempre promovido?
Quem és tu, meu Deus? Uma pergunta que exige uma resposta global. Ver Deus não é possível senão por uma justa compreensão da totalidade do mundo. Os próprios sofrimentos e provações não afastam Deus para fora do mundo. Diz Teilhard de Chardin, grande cientista que nos deixou um grandioso testemunho espiritual: “Deus, que fez o homem para que este o encontre; Deus, que procuramos captar, às apalpadelas, nas nossas vidas, é um Deus que nos rodeia por toda a parte como o próprio mundo. Então, que vos falta para que possais atingi-l’O? Uma única coisa: vê-l’O”.
As leituras não nos apresentam definições filosófico-teológicas, ideias abstratas, mas, neste terceiro ciclo C, os traços característicos da criação inicial do cosmos (1.ª leitura), a graça que nos vem em Cristo e no Espírito (2.ª leitura), e a admirável união entre as três pessoas divinas (Evangelho). Desejo-vos Domingo contemplativo.
1. Introdução

Grande mistério de amor em comunhão que hoje nos é apresentado neste Domingo da Santíssima Trindade. Um só Deus em três pessoas. Proclamamos a glória de Deus e a exaltação do homem. «Os filhos do homem» sobem ao cume da criação. É feito com pergaminho de luxo na união entre a humanidade e a divindade. As leituras não nos apresentam definições filosófico-teológicas, ideias abstratas, mas, neste terceiro ciclo C, os traços característicos da criação inicial do cosmos (1.ª leitura), a graça que nos vem em Cristo e no Espírito (2.ª leitura), e a admirável união entre as três pessoas divinas (Evangelho).
2. Provérbios 8,22-31
2.1 Texto

Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor me criou como primícias da sua atividade, antes das suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da terra. Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida. Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido; ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo. Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte, quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos, quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra, eu estava a seu lado como arquiteto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença. Deleitava-me sobre a face da terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».
2.2. Hinos de beleza

É a própria Sabedoria que canta esta pérola de beleza ímpar. Não resisto a recordar outros textos na mesma linha lógica. «No princípio Deus criou o Céu e a Ter¬ra...» (Gn 1,2). «Ó abismo de riqueza e sabedoria e conhecimento de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! (Rm 11,33); “porque d'Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele a glória pelos séculos, Ámen!» (Rm11,36); «O Verbo estava no princípio junto de Deus, tudo foi feito por meio d'Ele, e sem Ele nada foi feito de tudo quanto existe. N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens» (Jo1, 2-4). Glória ao Senhor do criado.
3. Salmo 8
3.1. O que é o homem?

O salmo canta a grandeza do universo e a sua obra prima. Ao contemplar a beleza do criado sente-se indigno de tão grandes dons, pois tudo foi criado para o homem. Deus olha para o homem com gestos de amor.
4. Romanos 5,1-5
4.1 Texto

Irmãos: Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
4. 2 Intimidade com Deus

Tudo em nós é graça que nos vem da experiência do mistério. É uma dádiva do amor e da presença do Espírito Santo no mais íntimo de nós. Paulo sintetiza falando-nos dos “frutos inefáveis” que se produzem em nós. O Pai dá-nos o amor; o Filho encarnado dá-nos a salvação pela morte e ressurreição; o Espírito Santo conduz os nossos passos, assiste-nos, robustecendo a esperança.
5. João 16,12-15
5.1 Texto

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».
5.2. Deus é amor

A essência de Deus é família, é comunhão. Neste texto sobressai o papel do Espírito Santo por nós já refletido na festa da Ascensão. Após a partida de Jesus, o discípulo vai repetir os gestos de salvação, vai pedir o dom da fé ao Divino Espírito Santo, vai-se deixar conduzir por Ele. O Paráclito mostrará o passado e iluminará o futuro sobre as “grandes obras de Deus”. Vai tornar presente o mistério pascal da morte e ressurreição de Jesus pelo qual todo o homem será salvo. Importante é reconhecer que o amor que o Pai nos tem não é um conceito teológico, abstrato, mas uma experiência comunicativa que Deus Trino tem com cada um de nós.

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