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Que bela esta festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

É impressionante o fascínio de Deus. Em quinta-feira santa tudo era íntimo. As palavras de Jesus tocavam ao de leve cada um dos apóstolos. Cada gesto, cada olhar marcava com suavidade o pequeno auditório. Era a Sua noite, a noite do amor e do sacerdócio, a noite dum adeus incompreensível infinitamente humano na plenitude do encanto divino.
Hoje tudo é diferente. São as multidões que O abraçam e aplaudem quando passa na rua com tapetes de flores. Deus conhece as debilidades do homem e vem ao seu encontro para o alimentar, para o curar, para o levantar na margem do caminho. Não desiste no seu dar e fazer crescer. Faz crescer em nós e fé o amor. Jesus presente na Eucaristia fica no tabernáculo para estar connosco. Uma santa festa

1. Introdução
Desde o séc. XIII, celebramos esta solenidade em complemento da celebração de Quinta-feira Santa. É impressionante o fascínio de Deus. Celebramos em primeiro plano, a noite do adeus de Jesus. Lá era um grupo íntimo. Aqui são as multidões que O abraçam e aplaudem quando passa na rua com tapetes de flores. Deus conhece as debilidades do homem e vem ao seu encontro para o alimentar, para o curar, para o levantar na borla do caminho. Não desiste no seu dar e fazer crescer. É um Deus loucamente apaixonado pela sua criatura. Dois gestos significativos são apresentados nas duas leituras. Na primeira Melquisedec abençoa Abraão, na segunda é Jesus que dá graças, reparte e pede para que façam esse gesto, ao longo dos tempos, tornando presente o mistério da redenção. O Evangelho apresenta-nos a temática da multiplicação dos pães e dos peixes.
2. Génesis 14, 18-20
2.1 Texto
Naqueles dias, Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou Abraão, dizendo: «Abençoado seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra. Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou nas tuas mãos os teus inimigos». E Abraão deu-lhe a dízima de tudo.
2.2. Bênção profética
O verdadeiro Melquisedec é a figura profética de Jesus Cristo que não é rei de Salém, mas o rei de cada coração afastado de Deus, que deixou de comungar, de frequentar a Eucaristia e que traz no seu coração uma sede e uma fome tremenda. A Eucaristia já não pertence a Abraão. A Eucaristia que não é uma celebração, um preceito, nem uma devoção, mas o encontro misterioso com o Sumo-sacerdote Jesus, que espera a cada um de nós para nos curar e libertar, para fazer a festa tão desejada por nós. Dói tanto escutar “Já não vou à Missa, já deixei a missa. É monótona, é sempre a mesma coisa!” como se o amor envelhecesse. Hoje é dia de regresso.
3. Salmo 109 (110)
3.1. Entronização real
Este Salmo 109 fala-nos duma entronização real. “A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste nos esplendores da santidade, antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei”. O Senhor é sacerdote para sempre.
4. 1 Coríntios 11, 23-26
4.1 Texto
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha».
4. 2. Banquete sagrado
Paulo recorda-nos a tradição que recebeu dos apóstolos: depois de terem distribuído a Palavra de Deus, recebem de Jesus a ordem para distribuir o alimento, para o partilhar: “dai-lhes vós de comer”. Com esse gesto anunciam a morte do Senhor até ao fim da história da humanidade. A morte de Jesus e a Sua ressurreição são a síntese do mistério da Salvação, como vimos, tantas vezes, ao longo do tempo pascal.
5. Lucas 9, 11b-17
5.1 Texto
Naquele tempo, estava Jesus a falar à multidão sobre o reino de Deus e a curar aqueles que necessitavam. O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto». Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer». Mas eles responderam: «Não temos senão cinco pães e dois peixes… Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo». Eram de facto uns cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». Assim fizeram e todos se sentaram. Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.
5.2. Caminho do reino
No gesto da multiplicação dos pães, Jesus manifesta-se na dupla perspetiva das palavras e das obras. Exerce o ministério de cura e libertação e faz-nos voltar à esperança de um banquete presente na apocalíptica tradicional. «O Senhor do universo prepara para todos os povos um banquete de carnes gordas, acompanhadas de vinhos velhos» (Is 25,6). Jesus abre aos homens o caminho do reino que dá saúde ou vida nova. É nessa base que surge o sinal dos pães. É por isso que Jesus “anela ansiosamente pela refeição do reino que se aproxima (Lc 22,16).

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