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Domingo após Domingo sucedem-se as catequeses que são autênticos quadros vivos de como seguir o Senhor que vai “a caminho de Jerusalém”.

É um caminho que acorda a sensibilidade do homem interior e faz com que a divina mensagem seja mais compreensível e transparente. Se bem lembrais, iniciamos este caminho a 26 de Junho, com a leitura de Lucas 9, 51 (XIII DTC). Hoje as pistas que se abrem neste Domingo são muito humanas e suscitam a experiência da fé. Todos os pais, educadores e catequistas deveriam fazer este caminho. A primeira leitura leva o homem à escola da sabedoria. A segunda leitura conta-nos uma história de amor de quem ama de verdade. É Paulo a pedir a libertação do escravo Onésimo. O Evangelho fala-nos da renúncia como caminho de liberdade e de vida: renúncia aos afetos, aos bens materiais. São as exigências do evangelho de Lucas. O poema final “Ser homem” descreve o projeto de Deus para a nossa vida. Bom Domingo.
1. Introdução
Domingo após Domingo sucedem-se as catequeses que são autênticos quadros vivos de como seguir o Senhor que vai “a caminho de Jerusalém”. A primeira leitura leva o homem à escola da sabedoria. A segunda leitura conta-nos uma história de amor de quem ama de verdade. É Paulo a pedir a libertação do escravo Onésimo. No Evangelho fala-nos da renúncia como caminho de liberdade e de vida: renúncia aos afetos, aos bens materiais. São as exigências do evangelho de Lucas.
2. Sabedoria9, 13-19 (gr. 13-18b)
2.1 Texto
Qual o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Quem pode sondar as intenções do Senhor? Os pensamentos dos mortais são mesquinhos e inseguras as nossas reflexões, porque o corpo corruptível deprime a alma e a morada terrestre oprime o espírito que pensa. Mal podemos compreender o que está sobre a terra e com dificuldade encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem poderá então descobrir o que há nos céus? Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios, se Vós não lhe dais a sabedoria e não lhe enviais o vosso espírito santo? (…)
2.2 O homem na escola da sabedoria
Difícil para o homem o saber escolher o caminho duma vida feliz. A vida do homem é breve, prova o fracasso, está cheia de indecisões, frágil, limitada, como o tempo que a envolve. Só a ação da presença de Deus deslumbrará a existência do homem e o tornará forte no meio de tantas dificuldades. Se o Rei Salomão a pediu a Deus quanto mais cada um de nós? Quais serão os projetos que Deus tem para nós? Procurá-los, sem canseira, é pisar, desde já, o chão do Reino de Deus.
3. Salmo 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)
3.1 A vida do homem e a eternidade de Deus
O Salmo 90 é um salmo realista: põe à nossa frente a caducidade de tudo quanto existe em confronto com a eternidade de Deus: “como a erva que de manhã reverdece; de manhã floresce e viceja, à tarde ela murcha e seca”. É Deus quem dá a solidez à existência: ”mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou”. Só resta ao homem pedir a Deus iluminação interior para seguir os Seus caminhos e confiar na Sua misericórdia.
4. Filemon 9b-10.12-17
4.1 Texto
Caríssimo: Eu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus, rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão. Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração. Quisera conservá-lo junto de mim, para que me servisse, em teu lugar, enquanto estou preso por causa do Evangelho. Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer, para que a tua boa ação não parecesse forçada, mas feita de livre vontade. Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo, a fim de o recuperares para sempre, não já como escravo, mas muito melhor do que escravo: como irmão muito querido. É isto que ele é para mim e muito mais para ti, não só pela natureza, mas também aos olhos do Senhor. Se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio.
4.2 Uma história de amor cristão
Belíssima a Mensagem de coração para coração que Paulo, “prisioneiro por amor de Cristo Jesus” envia a Filémon. Paulo pede para libertar o seu escravo Onésimo, recém-batizado. Lutero chamou a este acontecimento “delicioso exemplo de amor cristão”. É um bilhete-postal a obrigar a uma resposta irresistível e imediata. Oxalá se fizesse presença nas plataformas informáticas dos nossos dias.
5. Lucas 14, 25-33
5.1 Texto
Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor (…) Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».
5.2 Exigências para seguir o Mestre
Urge fazer opções e opções fortes diante da Palavra de Deus. Através de duas parábolas Jesus pede renúncia aos afetos com aqueles que nos são queridos, e renúncias materiais. Em seguida coloca diante de nós a cruz: “Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo”. “Quem dá a vida pelo Reino” cresce e faz crescer o amor. O discípulo abraça valores mais absolutos. “O discípulo é alguém que, sobre a luz dos seus amores, espalha uma luz maior. E a fé leva a uma paixão infinita pela existência”. (Soren Kierkegaard)


6. Meditação
A vida à luz de Deus. O grande estudioso dos Salmos, Artur Weiser (1893-1978), alemão, de tradição evangélica, expressa bem esta realidade: «Na luz da graça de Deus, um reflexo de eternidade cai também sobre a vida e sobre a obra do homem. Da parte de Deus, a fragilidade recebe subsistência, a miséria torna-se glória, aquilo que parecia sem sentido, alcança significado... É como se a estrela de outro mundo viesse fazer luz sobre o fluir dos nossos dias» (Don António Couto).
7. Oração
Creio, Senhor, e sinto que a tua palavra chega no lamento do vento ou de uma alma sozinha. Também na flor do açafrão te oiço falar: levanta-se a pouco e pouco a face do verão. O mundo inteiro é evangelho! Para quem pode compreender, todo o mundo é céu, céu de um só Deus. (Biagio Marin)
8.1 Contemplação
A oferta de Cristo é total, globalizante, abrangente.
O mais importante nem é a renúncia, mas a conquista.
A proposta evangélica não é o sofrimento.
A cruz equivale a amar até ao fim.
Seguir Jesus é conhecer o único vocabulário do amor dado sem condições.
O amor é sempre um trabalho, uma canseira, uma ascese,
um acontecimento de liberdade.
A vida tem um valor incomensurável. Não se vende nem se negoceia.
Só se pode dar. E a fé, essa, não está em saldo!
Consuma-se! E isso é Evangelho!
(Sementes de Evangelho)
8.2 Poema
Ser homem
Mesmo o mais perfeito
entre os filhos dos homens,
privado da Sabedoria de Deus,
seria julgado um nada. (Sab 9, 6)

Como tomba uma folha de outono
Com sonhos dourados
Por desertos engalanados
De novas paisagens.
Assim minha alma
Te busca, Sabedoria.

Exausto sou de ser raiz
De beber a tragos a linfa
Da mãe terra.
De beber da mesma fonte divina.
Quando nasci peregrino da Palavra
Por vocação chamado.

Espírito divino
Ao leme da minha barca,
Espelho da areia branca
Deixada na praia.
Contigo ousarei voar ao infinito
Leve como Deus.

Mãe terra de bênçãos semeada
Pelo Espírito que desce.
Faz-me subir de asas abertas
Em direção aos céus
Num voo de rotas incertas
Mas certas de voar para Deus.

Palavra, o universo inteiro orgulha-se
da tua linguagem aberta.
Thomas Merton

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