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6. Meditação
Confidência de uma experiência. Com a idade de vinte e cinco anos «descobri» Deus. E desde então — e já lá vão muitos anos — nunca deixei de encontrar um prazer que se renova cada dia, uma força e uma felicidade que renascem sem cessar no meio desta grande certeza: Deus existe, isto é certo; Deus existe e ama-me. Todavia vejo à minha volta a imensa maioria dos meus companheiros que duvidam da existência de Deus. Chegarei algum dia a fazê-los partilhar da minha segurança e da minha felicidade? A verdadeira procura de Deus parece-se com a atitude de um homem, que, depois de se ter sentado, escuta. E é lógico que assim seja, porque, em definitivo, Deus não é uma coisa que temos de construir ou fazer, mas é alguém que temos de receber. E quando se recebe uma pessoa, temos de começar por nos sentar e escutá-la. Jacques Loew (sacerdote dominicano, operário no porto de Marselha).
7. Oração
A escuta. As palavras vivas, ardentes, Senhor, são como estrelas cadentes a marcar o caminho do céu para depois mergulhar na profundidade do rio da vida espiritual. Depois de muitos ziguezagues terminarão no mar de Deus. Que estejas Tu, Senhor, a receber-me à entrada da Tua casa.
8. Contemplação
O Teu silêncio é mais denso do que as Tuas palavras.
Quando nos prometeste o Paráclito,
eu pensava que ia ser como um sol ofuscante que afastaria
para sempre as sombras da vida.
Mas ao homem só é dado assaltar o não-tempo por clarões instantâneos,
relâmpagos de luz
que afastariam para sempre as sombras da vida.
Depois volta a noite com a sua escuridão, e a fé então não passa
de uma candeia titilante para não se tropeçar.
Os anos encurvam o meu corpo, e o medo bate por vezes à Tua porta com a falta de
sentido, como a Ti próprio aconteceu naquela terrível noite de Getsémani.
Pedro Lamet

Poema
Senhora do Menino
“Meu Senhor, se agradei a vossos olhos,
não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo”. Gen18,3
“Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano
e então Sara tua esposa terá um filho”. Gen18,10

Encostas
Para o sol voltadas,
Pontes, pensamentos puros,
Brinquedos de criança,
Avenidas engalanadas
A receber quem passa.

Vens por bem, irmão?
Entra em minha casa.
Tenho vinho e pão
Dou-te às mãos cheias
Mel das colmeias,
Doçura e graça.

Trago-te promessas
Das algas do mar;
E quando eu voltar
Entre fogo e água
E o sol girar,
Vida nova haverá.

Árvores, braços em festa,
Giestas de oiro,
Gotas de água em arco-íris,
Dizei ao bem-amado que entre.
Que participe no banquete
Ao nascer o Menino.

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