A Via Sacra é um exercício piedoso muito importante, pois tem como objetivo principal levar as pessoas a meditarem naquilo que é fundamental no cristianismo: o mistério pascal de Jesus Cristo, a sua morte e ressurreição.

Como nasceu esta devoção?

Esta devoção nasceu em Jerusalém. Os peregrinos, ao visitarem Jerusalém, costumavam percorrer piedosamente a Via Dolorosa, que vai da casa de Pilatos ao Calvário e Santo Sepulcro.

Este costume passou, no século XIII, da cidade santa para as comunidades cristãs dispersas pelo mundo. Foram os frades franciscanos, os guardiães dos Lugares Santos, os grandes divulgadores desta devoção. Fazia-se de diversas formas segundo os lugares.

A Via Sacra estendeu-se a toda a Igreja latina sobretudo no século XV. No século XVII fixou-se em catorze o número das estações, e assim chegou até aos nossos dias. A maior parte delas alude a episódios que constam dos Evangelhos, mas algumas são baseadas em factos lendários: as quedas de Jesus, os encontros com a Verónica e com a sua mãe Maria.

Acreditamos  que a Via Sacra deve ser valorizada, sobretudo no tempo da Quaresma. Pode ser feita no interior de uma igreja, onde se encontram as cruzes a assinalar as estações, ou então no exterior em forma de procissão.

Na celebração da Via Sacra é necessário ter em atenção os seguintes aspetos

1. Palavra de Deus

Em praticamente todo os esquemas se leem, de forma mais ou menos breve, textos relacionados com a Paixão do Senhor. Além disso, apresentam-se esquemas onde são substituídas as estações que não estão nos relatos da paixão por outras novas. Em vez de sentimentalismo exagerado de outrora, a Palavra inspirada, carregada de mensagem. 

2. A conclusão lógica na Ressureição do Senhor

O esquema tradicional terminava na sepultura de Jesus. Mas o normal é que termine na ressurreição, pois só assim a perspetiva pascal fica completa. Foi pela morte e ressurreição de Jesus que fomos libertos e salvos. Embora se deixe para o tempo pascal a celebração da ressurreição de Jesus, cantando aleluias, convém, mesmo na Quaresma, concluir com esta décima quinta estação. 

3. Um convite ao louvor

Os breves textos de comentário pretendem, em primeiro lugar, convidar os crentes a uma atitude de louvor pelo mistério redentor. Como S. Paulo, podemos dizer : “Quanto a mim, não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com efeito, pela cruz de Cristo, o mundo está morto para o mundo e eu para o mundo” (Gal 6, 14). Este louvor expressa-se, em alguns esquemas, com a adoração da cruz no final. 

4. Um convite ao empenho

Os comentários convidam simultaneamente a uma atitude de empenho. Em primeiro lugar, a nível pessoal: que cada qual tome a atitude de carregar a sua cruz e de seguir Jesus. Cada pessoa saberá quais as cruzes a carregar. Em segundo lugar, a nível comunitário e social: sermos solidários com as pessoas que sofrem a sua paixão e necessitam de Cirineus que os ajudem a levar a sua cruz. 

5. Criatividade e participação

Como não se trata de uma liturgia, há espaço para a criatividade, sobretudo se servir ao objetivo principal: caminhar (n)os passos de Jesus.  No mercado há vários esquemas que variam nos temas das meditações bem como aos públicos a que se destinam: crianças, jovens, adultos, doentes, etc

Percorrendo as estações da Via Sacra estamos a expressar a nossa identidade cristã: somos seguidores de Jesus, caminhando com a esperança da ressurreição.

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[Texto retirado do livro - Via Sacra - 15 esquemas]

 

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