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Amar é uma experiência pessoal que exige uma procura contínua. Apresenta-se com as características típicas de toda a arte que é, simultaneamente, dom e empenho. Como dom, depende de Deus. Como empenho, depende também de nós.

 

A arte de amar requer:

 

1. Disciplina

 

Deve entender-se a autodisciplina, não como adesão unicamente a imposições externas, mas impondo a si próprio um ideal, depois de ter descoberto um interesse.

2. Concentração

Não podemos ser cegos consumidores de tudo o que nos é proposto: música, álcool sensações fortes, experiências excitantes… Convém aprender a apreciar o silêncio, dando ouvidos ao que o Espírito Santo sugere.

3. Paciência

“Não” à pressa. “Não” ao tudo e de imediato. Acreditar nos prazos longos. Deus, que tem à sua disposição a eternidade, deu-nos o tempo como dom. O tempo que é oferecido a ele e a nós mesmos, na escuta, é o melhor investimento possível, já nesta vida. O homem sábio escolhe o deserto para poder ser dono de si e estar, depois, em condições de se dar. Não faz como o louco que, tendo medo e perder alguma coisas e não fizer tudo à pressa, ganha tempo, mas depois não sabe como “matá-lo”…

4. Máximo interesse pelo domínio de arte de amar

Quem considera que amar é importante, exercitar-se-á nesta arte, independentemente da resposta que os outros derem ao seu amor. Convém decidir se se pretende ficar como eternos amadores ou se se quer chegar a verdadeiros mestres do amor. E ser-se-á mestre quando se dedica toda a vida a aprender a amar!

5. Capacidade de estar sós

Amar não significa agarrar-se a uma pessoa como se fosse um salva-vidas; amar significa encontrar alguém que preencha um vazio. Paradoxalmente, a capacidade de estar só é a primeira condição para poder amar. A solidão tornar-se-á a invocação de uma Presença e das presenças de tantas pessoas, todas necessitadas de amor.

6. Agir conscientemente

Quando, depois da solidão procurada, se volta à ação, é preciso concentrar-se nas coisas que se fazem e desenvolver alguma atividades com o máximo empenho. Não importa muito “o que” se faz, mas sim como se faz. É preciso agir “acordados”, enquanto muitas pessoas arriscam quase sempre estar meio acordadas de noite e meio adormecidas de dia. O dormir quando é necessário poderia, além do mais, ser entendido como um ato de fé. Durante o dia, trabalhamos. De noite, dizemos a Deus que continue ele o nosso trabalho…

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