Cada um dos quatro evangelistas deixou-nos um retrato de Jesus. Neste artigo vamos dar algumas pistas sobre o olhar de Marcos. As poucas linhas que se seguem não esgotam de forma alguma o muito que se poderia dizer sobre S.Marcos, que nos acompanha aolongo do ano litúrgico B. São apenas um convite à leitura integral do Evangelho.

 

O Evangelho de S.Marcos foi o primeiro evangelho a ser escrito mas é o segundo do Novo Testamento. Apresenta-se como um livro muito pequeno, com 16 capítulos, escrito em grego medíocre, mas com uma linguagem de estilo muito concreto e vivo.

Acompanha a vida de Cristo desde o Batismo dado por João Batista até a Ressurreição. Desde o princípio que se indica o objetivo do autor: a Boa Nova a respeito de Jesus Cristo, Filho de Deus.

A tradição de todas as comunidades cristãs do século II vê neste evangelho o eco da pregação de Pedro em Roma, e atribui-o a Marcos, um jovem cristão de Jerusalém, primo de Barnabé e companheiro da primeira viagem missionária de Barnabé e Paulo. Depois do Sínodo de Jerusalém (Ac15), Marcos entrou em rota de colisão com Paulo, por razões que desconhecemos (Ac 15, 37-41).

Na Patrística, Irineu afirma que Marcos foi discípulo e intérprete de Pedro e que escreveu o evangelho depois da morte de Pedro e Paulo.

O evangelho que tem o seu nome parece, de faco, retomar e fixar a tradição evangélica da comunidade de Roma. Parece que não se dirige a Judeus e cita pouco o Antigo Testamento. E tenta explicar os costumes judaicos, traduzir as expressões aramaicas, dar o equivalente em latim de certas palavras gregas.

Dá lugar importante ao apóstolo Pedro: vocação dos discípulos, cura da sogra de Pedro, partida de Cafarnaum (cidade de Pedro), profissão de fé de esareia.

Seja como for pode situar-se a composição deste evangelho em ambiente latino: por volta dos anos 65-70.

A mensagem de Marcos é clara:

1. Jesus é apresentado como um homem enérgico, ardente, por vezes até um pouco rude, profeta e taumaturgo (que faz milagres).

2. Mas Jesus tem um segredo que vai revelando pouco a pouco. Se Ele tolera que lhe chamem profeta, Filho de David, Senhor, prefere o termo misterioso “Filho do homem”, que leva os seus ouvintes a recordar certas palavras do profeta Daniel (Dan 7, 13), e prepara-os para compreenderem que Ele é algo mais. De facto, Pedro reconhece-o como Messias, o Cristo esperado por Israel..

Mas aparece muitas vezes a expressão “Filho de Deus”: no título do Evangelho no batismo e na transfiguração e, finalmente, na boca do centurião romano aos pés da cruz: “Verdadeiramente este homem é o Filho de Deus” (Mc 15,39)

O Evangelho de Marcos é proclamado na liturgia dominical do Ano Litúrgico B

 

Retirado do livro "Casa sobre a Rocha - a Bíblia explicada aos jovens"

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