Na Semana Santa, as Edições Salesianas iniciaram a partilha semanal de um guião para a celebração familiar do Domingo, como dia do Senhor. Com o regresso da possibilidade da celebração da Eucaristia com a presença de fiéis, a equipa coordenadora deste projeto entendeu que o melhor seria suspender esta iniciativa.
Neste artigo, a par de uma avaliação deste trabalho, explicam as razões desta decisão.

As Celebrações Familiares Dominicais nasceram de um trabalho conjunto entre as Edições Salesianas e três sacerdotes da Diocese da Guarda. O Pe. Jorge Castela, atualmente na paróquia de Pinhel, foi um deles e explica como tudo começou.
Desde o início da quarentena, eu e dois colegas padres tínhamos iniciado o envio aos nossos paroquianos de propostas simples para uma celebração familiar. Quando surgiu das Edições Salesianas o convite para trabalharmos em conjunto, fez-nos todo o sentido”. Neste plural englobam-se o Pe. Rui Manique da Unidade Pastoral da Gardunha e o Pe. Hélder Tomás, da paróquia do Fundão. É este último quem acrescenta: “Todos os envolvidos sabiam da importância de ajudar as famílias a rezar em casa. A Conferência Episcopal, quando suspendeu as celebrações sublinhava isso mesmo. Mas a verdade é que algumas famílias poderiam ter alguma dificuldade em orientar a sua oração a partir da Sagrada Escritura, por isso era importante ajudá-las a fazê-lo”.

O Pe. Rui Manique reforça a mesma ideia, dizendo “Procuramos valorizar a igreja-doméstica propondo a cada semana uma vivência do Evangelho do Domingo. Ao entenderem a continuidade que existe entre os textos bíblicos, as famílias puderam viver o tempo pascal de uma forma diferente”.
Do lado das Edições Salesianas foi a Claudine Pinheiro quem acompanhou este projeto. “Foi um trabalho de equipa muito bonito. Procuramos que as celebrações tivessem uma linguagem simples juvenil e laical, mas profunda. Por um lado para que as crianças pudessem participar, por outro para que as famílias menos habituadas a rezar em conjunto, conseguissem orientar as celebrações sem dificuldade”.
Os guiões foram divulgados através dos canais de comunicação da editora dos salesianos em Portugal e das paróquias envolvidas: sites, boletins paroquias, rádios locais, whatsapp, facebook e mailing lists. “É impossível ter uma noção exata do número de pessoas a que estes guiões chegaram. Sabemos que a média de acessos ultrapassa a seis centenas por semana, mas os guiões eram reencaminhados para outras famílias, grupos e páginas de facebook”, explica Claudine Pinheiro.
Sobre o feed-back que recebia semanalmente, o Pe. Jorge Castela diz que “era excelente. Alguns paroquianos diziam ser uma oportunidade para rezarem em família como nunca tinham feito, outros valorizavam os gestos propostos porque os ajudava a fazer a ponte entre o Evangelho e a vida”. O Pe. Hélder reconhece a recetividades das propostas na sua comunidade mas reforça que “a nossa missão, enquanto sacerdotes e enquanto editora católica é semear. Deus se encarregará de cuidar e fazer frutificar.”
Com o regresso à possibilidade de se celebrar na presença de fiéis, a equipa entendeu que seria melhor suspender a elaboração dos guiões. “Esta caminhada coincidiu com o tempo pascal e o ciclo acaba por ficar completo”, adianta o Pe. Rui Manique. “Apesar de ser um dos recursos mais valorizados na newsletter semanal de propostas pastorais, entendemos que as sementes estavam lançadas e que será preferível focarmo-nos na produção de outro tipo de subsídios”, explica o membro da equipa das Edições Salesianas, “ainda que tenhamos consciência de que nem todas as pessoas regressarão já à celebração física nas suas comunidades”, remata o pároco de Pinhel.

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